quarta-feira, 18 de maio de 2016

MAKES BÁSICAS

Oi lindas,

Depois de uma passada no SPFW 2016 e de ter acompanhado as tendências de cores ,resolvi testar em casa o que vi. Ou seja olho marrom delineado e em destaque. Vamos lá, utilizei o primer de sombra da urban decay que é ótimo, depois coloquei uma sombra marrom da mary kay, a cinamon e passei em toda a pálpebra, depois só esfumei , utilizei o delineador preto da Sephora e dois tipos de rímel, o volume e o alongamento da Quem disse Berenice? E o resultado foi esse.



Dica de make: Se quiser abrir mais o olhar e aparentar estar mais descansada, é só passar um lápis branco ou nude na marca d' água do olho, fica show.
 

terça-feira, 17 de maio de 2016

CURITIBA E MODA - CONTEÚDOS ACADÊMICOS E PRODUÇÕES INDEPENDENTES


Aconteceu em Curitiba, nos dias  12, 13 e 14 de maio, o 6o. Seminário Moda Documenta  e o 3o. Congresso Internacional de Memória, Design e Moda.

Além dos temas acadêmicos tratados no congresso, o evento contou com uma programação paralela (Moda Documenta), com exposições, bazar Moda Documenta, estúdios abertos (Heroína - Alexandre Linhares, Milho Guerreiro, Suiane Maria e Novo Louvre), intervenções em crochê  pela cidade (Coletivo  Mãos Urbanas) e  lançamento de livros. 

Gosto de conhecer as criações locais. Curitiba tem alguns pequenos ateliers,  oásis em meio ao ritmo frenético da cidade, onde se criam produtos peculiares, feitos com conceito, feitos com as mãos, feitos com responsabilidade social e sustentabilidade. Queria falar de dois desses criadores: Alexandre Linhares - Heroína e Luan Valloto - Nossa, Roupa que Conta História. Assim, esse e o meu próximo post  são para falar deles.



HEROÍNA - ALEXANDRE LINHARES 



A Heroína apresentou a coleção, O Rei Está Nu, num desfile dentro da programação do Moda Documenta. Foi muito apropriado. Além de ser super autoral, Alexandre Linhares ressignifica panos e roupas de outras épocas, na criação das suas novas coleções, produzindo peças repletas de significados e simbolismos.

O desfile foi íntimo, informal e poético. Penso que  o grupo de pessoas que vestiu as suas roupas representa a diversidade humana, sem categorias,  e a maravilhosa possibilidade de convivermos juntos.

Outra coisa que aprecio muito nele, é o trabalho colaborativo. Nos desfiles, ele sempre se associa à outros artistas/criadores (de acessórios), para compor a imagem visual dos seus modelos.

E assim ele vai construindo o seu discurso...



créditos da foto: Andrielly Suzani

quarta-feira, 11 de maio de 2016

SÃO PAULO FASHION WEEK - DESFILES, OLHAR - ÚLTIMA PARTE



E vem o último post sobre o SPFW - verão 2017. Ronaldo Fraga é um caso à parte...





Quando penso em Ronaldo Fraga, vejo um artista. Alguém que cria de dentro para fora, a partir de seus sentimentos e suas experiências. Seja viajando ou mergulhando na vida ou obra de algum artista (Cândido Portinari, Graciliano Ramos, Noel Rosa, Pina Bausch, Nara Leão, Louise Borgeois, Zuzu Angel, Arthur Bispo do Rosário, etc),   os seus temas estão sempre apoiados em fatos relevantes. O seu processo criativo é bastante intenso e pode ser observado no livro Caderno de Roupas, Memórias e Croquis (editora Cobogó).  Maravilhosamente ilustrado,  mostra referências,  memórias, conceitos, documentos, textos,  fotografias e os seus croquis. 

A sua coleção tem inspiração numa viagem que fez  à África, principalmente Moçambique, mas também traz a referência dos movimentos de refugiados de todo o mundo. Ronaldo trata a roupa como memória, porque, como refugiado, a única coisa que se tem é a própria roupa do corpo, uma lembrança, algo que lembre da onde se veio. 

A etnicidade dos tecidos e acessórios, bem como as estampas de paisagens,  remetem-nos  à uma região, um país, uma outra cultura...Estampas com barquinhos de papel  e correntes tocam, com leveza e de maneira poética, na violência de humanos contra humanos, nas crises políticas, sociais e econômicas (daqui a pouco, talvez até ambientais), que culminam nesses movimentos. 

Os croquis de Ronaldo são a sua marca registrada, cheios de vida, de bossa, de arte. Destaque para  as estampas com esses croquis. Uma coleção de roupas que mostra que somos mesmo todos um.






Fotografias retiradas do site em 11/05/2016, onde constam os créditos aos fotógrafos: http://ffw.com.br/

terça-feira, 10 de maio de 2016

SÃO PAULO FASHION WEEK - DESFILES, OLHAR - 3a. PARTE


Com esse,  pensava em encerrar a série de posts sobre o SPFW. As três últimas marcas escolhidas são Juliana Jabour, Lenny Niemeyer e Ronaldo Fraga. Entretanto, decidi que Ronaldo Fraga merece um post à parte. Então, nesse a gente fica com Juliana Jabour e Lenny Niemeyer, duas coleções que eu gostei muito!


JULIANA JABOUR


Um  documentário de 2001,  sobre a história do  skate nos anos 70,  é a fonte de inspiração. "Dogtown and Z-Boys" é sobre  um grupo de jovens que morava na Califórnia, na localidade de Dogtown. Pela manhã surfavam e, à tarde, equilibravam-se em cima de uma prancha sobre rodas. Acabaram por criar um estilo próprio,  que sempre está em voga. 

A coleção de Juliana Jabour promove um revival. A combinação do estilo "uniforme" com peças mais românticas, como as saias, vestidos, e materiais mais leves, como algodão, georgette de seda,  rendas  e transparências, contextualiza e traz leveza aos shapes. Nostalgia revisitada. Boa leitura e contextualização de uma época muito interessante.
 





LENNY NIEMEYER

Lenny Niemeyer assentou muito bem a sua coleção na cultura milenar do Japão. Algumas modelagens fazem lembrar as vestimentas dos samurais, os lendários soldados  japoneses, com um forte código de honra, bem como os tradicionais kimonos.  As  cores icônicas dessa cultura, como o preto, o vermelho e o amarelo,  assim como  outros símbolos do japonismo, como as cerejeiras em flor, o sol nascente, o bambu, o tigre, a carpa,  o crisântemo e o tsuru, a ave sagrada do Japão, símbolo de saúde, fartura, boa sorte, felicidade e longevidade, estão muito bem aplicados.








Outros pontos fortes são as misturas de estampas e a possibilidade de muitas  roupas da coleção transitarem entre o território urbano e o da praia.

Fotos retiradas do site, onde constam os créditos aos fotógrafos, em 10/05/2016: http://ffw.com.br/





segunda-feira, 9 de maio de 2016

SÃO PAULO FASHION WEEK - DESFILES, OLHAR - 2a. PARTE



Hoje eu estou trazendo  mais três marcas desfiladas no SPFW, Isabela Capeto, Pat Bo e A BRAND.


ISABELA CAPETO


Isabela Capeto parte da subjetividade do "tempo" para criar a sua coleção, brincando com o filme "Alice Através do Espelho", que terá estreia  no Brasil em breve.

A estilista, adepta do slow fashion, comenta que tem questões com o "tempo", assim como Alice. Sua roupa é avessa às tendências e caminha muito pelo autoral. Suas peças são cheias  de romantismo, com leveza e transparência, além de aplicações de renda, tule e paête. Um mundo que realmente tem o seu "tempo" à parte.   



PAT BO

A intenção de Patrícia Bonaldi foi passar uma mensagem de otimismo para o país nesse momento de crise social, ética e política.  No meu modo de ver, foi uma das marcas que mais adotou a tendência  de materiais fascinio botânico. Utilizando cores da bandeira, transparências, combinação de estampas,  bordados e aplicações, enfatizou a fauna e a flora brasileiras.





A. BRAND


Parte do grupo Soma, fez a sua estréia no SPFW. Outra marca que também pegou o caminho da tendência de materiais fascínio botânico. Foi se inspirar no Havaí, com estampas de paisagem tropical, hibiscos, folhagens e coqueiros.





Particularmente, gostei muito dos looks que misturam estampas e dos maxi brincos. Um chic casual que foge totalmente do beach e do surf wear, sem perder a referência do lugar, e se insere no contexto urbano. Boa sacada!



Fotografias retiradas do site, onde constam os créditos aos fotógrafos, em 09/05/2016: http://ffw.com.br/

domingo, 8 de maio de 2016

SÃO PAULO FASHION WEEK - DESFILES, OLHAR - 1a. PARTE



No post anterior, falei sobre a minha experiência pessoal de estar  no SPFW e o quanto considero importante as manifestações visuais/corporais  que aconteceram fora do backstage e dos ambientes de desfile. 

Agora, selecionei oito  marcas que desfilaram, que queria mostrar para vocês. De cada marca/desfile, elegi um look (gosto pessoal) para ilustrar o post, mas no final vou deixar um link para quem quiser ver tudo, ok?

Vou postando aos poucos, para que  os posts não fiquem  muito compridos. 


GIG COUTURE

Escolhi a GIG por primeiro, porque foi a coleção que mais gostei. É uma marca mineira, que trabalha linda e finamente com malharia retilínea. Tive a oportunidade de estar pessoalmente com a sua diretora criativa, Gina Guerra, na pop up store do shopping Iguatemi.

A coleção traz um ar de nostalgia por conta da utilização do lurex (década de 80), mas completamente  atualizado pelo padrão da modelagem e das estampas.

Os estudos sobre cor e movimento da multiartista Sonya Delaunauy foram a tônica da coleção. Segundo a artista, a sensação do movimento advém  da junção de cores contrastantes. A gente pode ver isso na look abaixo:




 A saia plissada tem uma cor diferente de cada lado da dobra  (verde e rosa) e as cores são contrastantes (verde cor fria e rosa cor quente). Então, conforme a modelo se movimenta, aparecem formas na saia que lembram uma imagem holográfica, só que não em 3D, mas sim, bidimensionalmente, no tecido. 



APARTAMENTO 03

Essa coleção apresenta tecidos mais fluídos e shapes mais soltos que as anteriores. Com inspiração no ilusionismo e em seu personagem principal, Harry Houdini, um dos maiores ilusionistas da história, foram apresentados maxi coletes, maxi paletós,  bombers, bem como camisas e macacões que lembram pijamas. A marca apostou em franzidos e amarrações, evocando as apresentações do ilusionista. Um super crédito, porque as amarrações não deixaram as roupas pesadas, por conta da fluidez dos tecidos, equilibrando o conjunto.


 

sábado, 7 de maio de 2016

SÃO PAULO FASHION WEEK - MINHA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA




Vou contar um pouco da minha primeira experiência no SPFW. Já digo de antemão, espero que venham muitas outras, porque simplesmente adorei.  Primeiro, esperava muita afetação. Não que não tenha ocorrido, mas em grau mínimo, muito muito menos do que a gente vê por aí, em shoppings "badalados" e restaurantes "da hora". Isso me deixou muito à vontade e me inspirou a compor os meus próprios visuais, como forma de expressão e troca com as pessoas e aquele espaço. Aliás, pode-se dizer que o espaço do SPFW é um território de expressão visual/corporal, de empoderamento e  livre de preconceitos. Local de observação e pesquisa. O que também me chamou muito à atenção foi a tolerância. Muitas "tribos" convivendo juntas num espaço fechado, sem qualquer incidente. Exemplo que deveríamos levar para as ruas e para as redes sociais, porque a tolerância deveria ser uma máxima da experiência humana de viver em coletivo.