domingo, 19 de junho de 2016

BEAUTY ARTIST VICENTE LUJAN

Meninas,

 Tive o prazer de conhecer o beauty artist Vicente Lujan, que veio para Curitiba em parceria com minha querida Caudalie para dar um curso de auto maquiagem.
 Adorei cada minuto e resolvi compartilhar um pouco sobre o trabaho dele.

OS PINCÉIS E O TRABALHO DO MAQUIADOR VICENTE LUJAN ESTÃO DESDE AS COXIAS DAS ÓPERAS DO TEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO ATÉ OS BASTIDORES DE DESFILES DE MODA E CAMPANHAS, PASSANDO POR EDITORIAIS DE RELEVANTES REVISTAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS COMO ELLE, MARIE CLAIRE, GLAMOUR E HARPER'S BAZAAR. VICENTE TAMBÉM CRIA BELEZAS PARA PUBLICIDADES E FILMES, COLABORA E ASSINA PARCERIAS JUNTO A MARCAS DE MODA, BELEZA E COSMÉTICOS, ALÉM DE PRESTAR CONSULTORIAS PARA DIVERSAS MÍDIAS. EM 2014 TEVE SEU TALENTO RECONHECIDO PELO RESPEITADO PRÊMIO AVON, NA CATEGORIA EDITORIAL. SOMA DEZ ANOS DE EXPERIÊNCIA E CONSTRÓI SUA IDENTIDADE PROFISSIONAL EXPLORANDO CORES, LUZES E TEXTURAS.







                                          VICENTE LUJAN                                                       


  Luxo de encontro: Vicente Lujan,eu e o César da Caudalie. 

terça-feira, 14 de junho de 2016

POR TODXS




art collage Deborah Vons

Dia desses estava pesquisando sobre acessórios e coleções statement. São aquelas peças que chamam a atenção propositadamente para si.

 Muita gente bacana está usando esse conceito, em diversas áreas da sociedade para, através da sua imagem, chamar a atenção para questões importantíssimas para a humanidade. O corpo é político.

O free surfer Pasha Reshikow produz curtas que tratam da questão do plástico nos oceanos e como isso está comprometendo a vida futura num sentido geral. 

Na moda, dois icônes que gosto muito, Ronaldo Fraga e Vivienne Westwood, criam coleções statement

O brasileiríssimo Ronaldo Fraga, na última versão do SPFW, que aconteceu em abril desse ano, trouxe para a passarela a questão dos refugiados de todo o mundo.


Ronaldo Fraga


A inglesa Vivienne Westwood trabalha com o tema recorrente  da qualidade de vida e, sobretudo, em como vamos deixar o planeta para o futuro, as gerações subsequentes.

Vivienne  Westwood


Pensando nesse conceito e o associando ao recente acontecimento na boate gay em Orlando, onde cinquenta pessoas foram mortas e outras tantas feridas, decidi  escrever esse post

Pouco importa a opinião pessoal de cada um, se a gente é contra ou a favor. Gênero e sexualidade estão passando a ser uma categoria múltipla. É fato. O mundo  é muito maior que isso, que a casa, a escola, a igreja ou o partido. Não estamos falando sobre "eles". Estamos falando sobre "nós". Não desautorize uma causa porque, na sua instância particular, você é contra ela.  A sociedade não deveria ser cheia de facções, mas includente, pacífica e aberta à plena convivência  da diversidade humana. 

Não foram só cinquenta pessoas que morreram. Um pouco dos seus pais, familiares, companheirxs, amigxs também foram junto, e a proporção disso torna-se incalculável. A liberdade, a dignidade e o direito de ir e vir, valores máximos da condição humana, também morreram um pouco nesse dia...


obs: em algumas palavras foi usado o "x" como neutralizador de gênero.


link para MANA KAI,curta de Pasha Reshikov:  https://www.youtube.com/watch?v=caWWPuR9SAU

domingo, 12 de junho de 2016

SOU AGELESS





Esse vídeo fala de mudança, de caminho, de fazer o que se gosta, de mergulho no mundo criativo e sensível, de se testar, de insistir, de se experimentar, de se inventar. Também fala de um conceito, ageless, que é a descaracterização da categoria de "velho", que é a tônica desse blog. Enfim, é um pouco do que tenho feito e pensado nos últimos anos. Tem alguns trabalhos  meus em fotografia e associação de fotografia e pintura com art collage, além de um pouco de produção de moda.





edição de imagens e áudio:  Silvio Crisóstomo

domingo, 5 de junho de 2016

PINCÉIS DE MAKE

Oi lindas,

 Essa semana fui fazer um curso de auto maquiagem com a queridíssima Penha*, quando ela pediu para que todo o material (pincel , base, corretivo etc...) fosse colocado na bancada ,abri logo meu estojo com vários pincéis, foi quando percebi que muitos dos meus pincéis ainda estavam intactos. Resolvi então fazer um post sobre os principais pincéis e sua serventia ,assim podemos fazer a compra e o uso correto.


* Quem quiser saber sobre a maquiadora Penha é só entrar em contato pelo email do blog.

domingo, 29 de maio de 2016

BRECHÓS DE CURITIBA



PARA AGOSTO, VAMOS PREPARAR UMA SÉRIE DE QUATRO POSTS, COM PRODUÇÃO FOTOGRÁFICA, SOBRE BRECHÓS DE CURITIBA. AGUARDEM !!!


 (fotografia no provador do brechó Curityba)

sexta-feira, 27 de maio de 2016

A "LEI DO PAU"



Quando soube da notícia do estupro coletivo no Rio de Janeiro, lembrei-me imediatamente de um livro que li tempos atrás,  Corpo, envelhecimento e felicidade (Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2011), organizado pela antropóloga Mirian Goldenberg. Nele há um artigo de Jean-François Véran, "Respeito é bom e elas merecem": uma antropologia do vagão feminino no metrô do Rio de Janeiro", uma ótima análise sobre a mixidade de gêneros. Nesse artigo tem a transcrição da letra de uma música do Raimundos, Esporrei na Manivela: 

"A "lei do pau"
O coletivo é muito bom para sarrar 
Pois o povo aglomerado sempre tende a se esfregar
Com as nega veia é perna aqui perna acolá 
Se é nos calombos ou nas freadas
Se é nas curvas ou nas estradas
 São situações propícias para o ato de sarrar
No coletivo o que manda é a lei do pau
 Quem tem esfrega nos outros
 Quem não tem se dá mal"

Com essa transcrição, acredito, quis o autor do artigo reforçar o sentimento de humilhação quando prevalece a "lei do pau".

Revendo os meus grifos de leitura, deparei-me com a transcrição da entrevista de uma pedagoga de 66 anos, falando sobre o "vagão cor-de-rosa": 

"Por que eu tenho de ficar separada do homem para eu ser respeitada? Eu quero ser respeitada viajando todo mundo junto!"

Semana passada vi o filme  "A Filha da Índia", sobre a estudante de medicina que foi estuprada coletivamente num ônibus.  Passados alguns dias, acontece situação similar em meu país, de tanta barbárie e crueldade quanto aquela. A Índia tem muita pobreza, na Índia tem sistema de castas, na Índia tem uma mistura de deuses...E aqui, no Brasil? Como tentar entender uma situação dessa?

A desigualdade de gêneros é uma chaga na sociedade brasileirq, que traz mixidade social. É por isso que temos que falar, discutir, posicionar-se e exigir o fim da cultura que culpabiliza a vítima em casos de estupro.

Senti-me engasgada com o que aconteceu. Se tá no morro, se tá na praia, no asfalto ou no pó, em casa, na escola, na igreja,  se tu é branca ou negra, feia ou bonita, velha  ou jovem, magra ou gorda, amiga, não duvide, poderia ser você.

Não quero  mais ficar engasgada, com coisa alguma. Decidi por esse pranto do corpo de dor  feminino em arte. Pintei um pedaço de pano...

Acontece que vejo na roupa um caráter também político. O que eu quero expressar através da roupa e a maneira que o outro me vê através da roupa. Assim como os judeus, estigmatizados, fiz do meu pano uma braçadeira  e a coloquei num casaco preto, em sinal de protesto.   Esse é o mood de hoje. 





Meu colaborador  de hoje e detentor dos créditos das fotos (menos a última): SILVIO CRISÓSTOMO

domingo, 22 de maio de 2016

SLOW OU FAST, VOCÊ É QUE ESCOLHE




No meu post anterior, apresentei Alexandre Linhares, da Heroína, que mostrou a sua coleção "O Rei Está Nu", durante o 6o. Moda Documenta em Curitiba.

Hoje vou falar um pouquinho de um outro criador, que conheci no Bazar Moda Documenta, Luan Valloto - Nossa, Roupa Que Conta História. Luan estava expondo peças incríveis, handmade, com um conceito e um valor agregado, com os quais eu me identifico muito.  Eu virei a feliz depositária da "Carteira do Vale". Vou explicar melhor, aliás, vou deixar  que o próprio Luan conte, através da transcrição do texto que veio junto na carteira. Diz assim:



"Era uma vez...artesã Silvana Prado, 48 anos, bairro São Braz. Silvana conta histórias sobre a vida de uma escoteira líder. Montanhista e aventureira, ao mesmo tempo que borda ermirna da "carteira do vale" com fio de lã orgânica fiado manualmente (713 km de Curitiba) e corante natural de erva mate, canela e carqueja. O tempo dedicado para a construção feita a mão dessa peça foi de 4 dias.
O transporte da bolsa ao redor de Curitiba foi feito em grande parte de bicicleta, para reduzir a emissão de carbono.
Para o acabamento interno foi utilizada um calça de brechó.
O conceito da coleção "Semente" é atribuído às caminhadas de contemplação na mata atlântica e às muitas vidas em simbiose, um ecodesign profundo."
(os grifos são do próprio Luan na impressão original)

O mundo contemporâneo demanda que pensemos sobre o meio ambiente e as relações de consumo.


A moda , atualmente , comporta  dois movimentos, slow e fast fashion.  Hoje já temos roupas saindo de impressora 3D, mas também temos modelos como o do Luan.  Pode parecer paradoxal, mas esses dois movimentos estão acontecendo juntos, ao mesmo tempo,  pois há  desejo de mudança, de autotransformação e de transformação do mundo ao redor – medo da desorientação e desintegração, da falta de referência, da efemeridade,  do mundo líquido do qual o sociólogo Zygmunt Bauman, tanto fala. Tudo isso é a pós-modernidade.